Pesquisar

GDPR Compliance

We use cookies to ensure you get the best experience on our website. By continuing to use our site, you accept our use of cookies, Privacy Policy, and Terms of Service.

DUBBOX

Pesquisador de unidade vinculada acumula prêmios internacionais em física

Foi muito antes de se tornar referência mundial na física que Constantino Tsallis pisou pela primeira vez em terras brasileiras. Nascido em Atenas, na Grécia, em 1943, o futuro autor da Estatística de Tsallis deixou sua terra natal aos 4 anos junto à família, fugindo da guerra civil causada pela 2ª Guerra Mundial e, por um curto período, esteve no Brasil, seguindo logo depois para Mendoza, na Argentina, onde permaneceu por quase 20 anos. Hoje, aos 82 anos, Tsallis é pesquisador emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e acumula prêmios e homenagens internacionais.

Em julho, o pesquisador viajará de volta para a Grécia para receber mais um prêmio: o SigmaPhi Prize 2026, uma das mais importantes distinções da área, ao lado de Euthimios Kaxiras, professor da Universidade de Havard (EUA), e de David McComas, professor da Universidade de Princeton (EUA).

“A física mudou a minha vida para melhor. Todo tipo de conhecimento tem seu encanto único, e a física, para mim, tem esse poder. Buscar compreender como funciona qualitativamente e quantitativamente a natureza é um interminável e muito divertido desafio”, conta Tsallis.

Curioso por diversas áreas — exceto contabilidade —, Constantino se inscreveu na universidade muito jovem, por volta dos 15 anos, e, seguindo os gostos do pai, estudou por um período para se tornar médico. Sem se identificar com a medicina, Tsallis mudou para engenharia química, área que também não vingou. Foi ao ganhar uma bolsa de estudos no Instituto de Física Balseiro de Bariloche que finalmente encontrou seu lugar: a física. “Eu gosto muito de matemática, mas gosto ainda mais de física teórica. Ela tem algo de mais filosófico que me agrada muito”, continua.

Em 1966, já com o diploma de físico, o pesquisador viajou para a França e lecionou na Universidade de Paris e na Escola de Física e Química, conseguindo o doutorado em ciências físicas e tendo sua primeira filha, Alexandra.

Em 2027, ao lado do professor da Universidade de Lund (Suécia), Roman Pasechnik, Tsallis será copresidente do Simpósio Nobel de Física, que ocorrerá em Lund, na Suécia. “A gente quase nunca sabe ou percebe que o que estamos fazendo ou pensando pode chegar a ser importante. Como escreveu o Saramago, ‘Para conhecer a ilha, você tem que sair da ilha’”, reflete o pesquisador sobre sua trajetória.

Foi apenas em 1975 que o grego voltou a ver o céu brasileiro, inicialmente em Brasília, onde deu aulas na Universidade de Brasília (UnB) e teve seu segundo filho, Ádrian, e depois no Rio de Janeiro, onde mora até hoje.

Mas o destaque de Tsallis ainda estava por vir. Em 1987, já trabalhando no CBPF, o físico publicou a Estatística de Tsallis, uma generalização de um dos pilares da física teórica, a tese de Boltzmann-Gibbs. “A teoria de Boltzmann e Gibbs descreve os sistemas naturais cujos elementos individuais têm correlações apenas de curto alcance. O que eu fiz foi generalizar esta impressionante tese de 150 anos de modo que também possa descrever os sistemas complexos, cuja principal característica é possuir correlações que podem atingir longo alcance”, explica o teórico.

Ou seja, com a Estatística de Tsallis é possível prever a complexa interação real de elementos individuais que geram desordem ou incertezas em sistemas. Um exemplo, segundo o pesquisador, é a interação dos sinais nervosos dentro do cérebro humano, que não seguem um padrão e são desordenados.

Após a publicação, Constantino ainda morou um período nos Estados Unidos, onde continuou seus estudos e teve seu terceiro filho, Emmanuel.

Além do SigmaPhi Prize 2026, o pesquisador também acumula as distinções Prêmio México de Ciência e Tecnologia, Prêmio Aristeion (Excelência) da Academia de Atenas e Ordem Nacional do Mérito Científico.

Fonte: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/noticias-julho-outubro-2026/pesquisador-de-unidade-vinculada-acumula-premios-internacionais-em-fisica

                                       Notícia Anterior
Tempestades atingem Rio Grande do Sul a partir desta quinta-feira
                                       Próxima Notícia
Setor de Inflamáveis do SIA terá simulado de emergência no domingo (19)

Postagens relacionadas: