O Plano Nacional de Astronomia (PNA), que reúne um diagnóstico da astronomia brasileira e apresenta recomendações para guiar o desenvolvimento da área ao longo da próxima década, foi disponibilizado nessa segunda-feira (20).
Esta é a segunda edição do documento, a primeira foi divulgada em 2010. O PNA 2025-2035 atualiza e incorpora novos desafios científicos e tecnológicos surgidos nos últimos anos, considerando transformações na pesquisa astronômica, na infraestrutura observacional, na ciência de dados e na relação entre astronomia e sociedade.
O trabalho envolveu especialistas de diversas instituições do País, organizados em subcomissões temáticas responsáveis por discutir os principais desafios científicos e tecnológicos da área e consolidar as contribuições recebidas da comunidade acadêmica. Uma chamada pública selecionou pesquisadores e atendeu a representatividade de gênero, institucional e regional dos escolhidos.
Quatro eixos estratégicos
O Plano Nacional de Astronomia está organizado em quatro eixos temáticos, que estruturam as recomendações para o período de 2025 a 2035.
O primeiro trata das grandes questões científicas da astronomia, reunindo temas relacionados à origem e evolução do Universo, à natureza da matéria escura e da energia escura, à formação de estrelas e galáxias, à cosmologia e à busca por vida fora da Terra.
O segundo eixo é dedicado à infraestrutura observacional e à instrumentação astronômica. O documento apresenta um panorama da capacidade instalada no País e discute estratégias para o desenvolvimento, manutenção e ampliação de telescópios, radiotelescópios, detectores e outros equipamentos utilizados pela comunidade científica.
Outro capítulo aborda o uso de Big Data na astronomia. Com a entrada em operação de observatórios capazes de produzir volumes cada vez maiores de informações, o plano destaca a necessidade de fortalecer competências em ciência de dados, inteligência artificial e computação de alto desempenho para armazenamento, processamento e análise desses dados científicos.
O quarto eixo reúne recomendações voltadas à relação entre astronomia e sociedade, contemplando ações relacionadas ao ensino, divulgação científica, formação de professores, inclusão, preservação do patrimônio científico e fortalecimento da cultura científica.
Publicação
O conteúdo foi elaborado pela Comissão Especial de Astronomia (CEA), coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com participação da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e de pesquisadores de diferentes instituições do país.
A publicação está disponível pela internet aqui.

