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Alunos denunciam violência física e psicológica em escola cívico-militar do DF

Alunos denunciam que estão sofrendo violência física e psicológica na escola cívico-militar Centro Educacional 01 do Itapoã, no Distrito Federal. Os abusos foram relatados durante conversas em um aplicativo de mensagens

“Fui obrigada a tirar meu piercing mesmo dizendo que não podia porque não estava cicatrizado. O policial me segurou pelo braço e me obrigou a tirar”, falou uma estudante em uma mensagem.

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) acionou o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) sobre o caso. De acordo com o parlamentar, foram recebidas mais de 30 mensagens que relatam os abusos.

Em nota, a Secretaria de Educação diz que está em contato com a escola e que realizará uma reunião para esclarecer os fatos. A SSP-DF informa que “não foi oficiada sobre as denúncias mencionadas”

Deputados distritais visitaram a escola para apurar as denúncias. Na ocasião, alunos reclamaram da gestão da escola (veja vídeo acima). Os estudantes também apontam omissão em casos de bullying e ofensas.

“Minha colega saiu da sala com autorização da professora e quando ela voltou estava quase chorando. O policial tinha a chamada de vagabunda, porque estava fora da sala. Não quis acreditar que ela tinha autorização”, relatou uma estudante.

“Um policial brigou comigo porque eu não conseguia ficar 100% reta. Eu tinha acabado de tirar a tala do meu joelho que rompi o tendão e não podia forçar, estava sentindo muita dor. Tentei falar, mas ele mandou prestar atenção nos comandos da marcha. Até chorei de dor”, disse outra estudante.

“A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Coordenação Regional do Paranoá, informa que está em contato com o Centro Educacional 01 do Itapoã e realizará uma reunião para esclarecimento dos fatos. A Pasta destaca que quaisquer condutas irregulares por parte de servidores são rigorosamente apuradas pela Corregedoria, reafirmando seu compromisso com a garantia de um ambiente escolar seguro, acolhedor e respeitoso para todos os estudantes.

A SEEDF ressalta a importância da participação conjunta da comunidade escolar no desenvolvimento de uma cultura de paz, escuta e prevenção no cotidiano das unidades de ensino.”

“A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) informa que, até o momento, não foi oficiada sobre as denúncias mencionadas.

Cabe esclarecer que o projeto Escolas de Gestão Compartilhada é uma parceria entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a SEEDF, onde os profissionais da educação ficam responsáveis – exclusivamente – pelo trabalho pedagógico e os profissionais da segurança ficam responsáveis pela parte disciplinar, por meio de estratégias voltadas ao policiamento comunitário, ao enfrentamento da violência no ambiente escolar, exercício da cidadania e promoção da cultura de paz.

A solicitação do modelo é feita pela própria escola interessada. O projeto é adotado mediante avaliação de critérios de vulnerabilidade, como violência, evasão escolar e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região. Outro critério de avaliação diz respeito ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica que aponta as escolas mais vulneráveis e que necessitam de ações mais pontuais do Estado. O modelo só é consolidado com a aprovação da maioria de pais, alunos e professores.

A SSP-DF reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro e saudável. Nesse sentido, criou o eixo ‘Escola Mais Segura’, dentro do programa Segurança Integral, que objetiva a realização de ações de prevenção no ambiente escolar, garantindo um espaço saudável para o desenvolvimento pleno de crianças e jovens.

Atuação da Polícia Militar

A Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc), realiza policiamento ostensivo preventivo nas escolas públicas e privadas, com foco na atuação comunitária e repressiva, sempre que necessário. O trabalho é orientado por critérios técnicos e análises criminais, e inclui patrulhamentos, operações de varredura, blitzes escolares, bloqueios, visitas técnicas e ações educativas.

O BPEsc também promove visitas regulares às escolas com o objetivo de orientar gestores, professores, pais e estudantes sobre práticas preventivas e conscientização em segurança.

Programas educativos e sociais

A SSP/DF destaca a realização de programas sociais, como o Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) pela Polícia Militar (PMDF), que atua diretamente nas escolas com atividades preventivas contra o uso de drogas, violência, bullying e cyberbullying. O trabalho é realizado de forma integrada entre escola, família e comunidade.

A Polícia Civil (PCDF) também conta com encontros que capacitam os servidores para identificar, prevenir e combater práticas violentas, além de orientar os jovens sobre como lidar com situações de risco.

Os programas, cartilhas e orientações estão disponíveis nos canais oficiais das forças de segurança pública do DF.”

Fonte: G1

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