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Conheça trabalho do ex-sem teto que percorre o DF em um ônibus oferecendo banho e dignidade

De um prato de comida a uma moradia ou acolhimento, o Instituto Barba na Rua atua desde 2015 com vários tipos de atendimentos à pessoas em situação de rua no Distrito Federal e no entorno do DF. 🫂

O projeto foi inspirado na vivência do fundador, Rogério Barba. O paulista, criado até os 18 anos em um orfanato – como se chamavam as instituições de acolhimento para crianças – começou a usar drogas assim que saiu do local, e viveu na rua por 25 anos (saiba mais abaixo).

Em Brasília, após “mais uma” internação para tratar a dependência química, Barba resolveu criar um projeto social para apoiar pessoas como ele. Atualmente, o instituto é coordenado por três pessoas que saíram das ruas e 50 voluntários, funciona 24h, sem apoio governamental, e oferece:

“A gente não só ajuda com uma prática momentânea, a ideia é observar quem dessas pessoas em vulnerabilidade quer de fato sair das ruas, se reconectar com a família, arranjar um emprego e virar a página”, conta Barba.

📌 No final de 2024, o Instituto Barba na Rua promoveu um evento para saudar o Ano Novo, na Esplanada dos Ministérios. De acordo com Barba, 250 pessoas em situação de rua almoçaram no local (veja vídeo abaixo).

Rogério Barba foi abandonado pelos pais e cresceu em uma instituição de acolhimento até completar 18 anos. Ao sair, começou a viver nas ruas onde mergulhou no mundo das drogas.

Ele conta que foram 14 internações até conseguir vencer a dependência. A última delas foi a que “virou a chave”, e onde dois pontos foram essenciais para querer mudar de vida:

Depois de 1 ano e 8 meses de acolhimento em um projeto social, sendo acompanhado por Elvira, que hoje chama de “mãe”, Barba voltou para as ruas do DF. Mas, desta vez, para ajudar.

O Instituto Barba ganhou forma aos poucos. A ideia era deixar que as pessoas em situação de rua se aproximassem.

Barba conta que todo sábado, desde que se recuperou, o ritual é o mesmo: ir ao Setor Comercial Sul, na região central de Brasília, conversar com as pessoas que ele chama de “colegas” e incentivar cada um a vencer as drogas.

Um dos momentos mais difíceis foi durante a pandemia de Covid-19, lembra Barba. “A comida ficou escassa até mesmo no lixo”, diz ele.

Quando viu que a fome colocava em risco todo trabalho de aproximação e ressignificação na vida dos “colegas”, Barba decidiu ir às ruas e cozinhar para quem não conseguia mais ter uma única refeição ao dia.

“Fiz uma cozinha improvisada em um prédio abandonado da Comercial Sul e servíamos refeições todos os dias. A gente era menosprezado, a sociedade não nos enxergava, não queria ajudar”, lembra Barba.

Outra conquista do instituto é um ônibus de banho. O veículo passa diariamente pelos pontos mais vulneráveis do Distrito Federal e oferece banhos gratuitos. 🚿🧼

Com capacidade para mil litros de água, o ônibus tem ainda sabonete, xampu, toalhas limpas e roupas doadas para quem precisa

Fonte: G1

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