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MCTI expande infovias para interligar 180 mil pesquisadores no Brasil

A transformação da estrutura de ciência no Brasil não ocorre apenas dentro de laboratórios. Ela desce pelos leitos dos rios na Amazônia e cruza o País por meio das infovias. Com a conclusão dos projetos federais de conectividade, a infraestrutura interligará 1,6 mil campi e institutos, alcançando 180 mil pesquisadores e 3,8 mil programas de pós-graduação em todo o território nacional.

Para entender o funcionamento do sistema, basta observar a lógica de trânsito nas cidades. Se a internet de celulares é como uma rua de bairro (sujeita a congestionamentos), a infovia opera como via de tráfego expresso para dados.

Em vez de asfalto, essas vias utilizam cabos de fibra óptica. A informação viaja em feixes de luz, permitindo o transporte de blocos de dados sem queda de sinal. No Norte do País, as redes subfluviais do Programa Norte Conectado estão no fundo dos rios e entregam taxas superiores de velocidade na região. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). As instalações visam garantir estrutura para que pesquisadores e estudantes atuem em suas regiões de origem, atestando que o desenvolvimento científico não depende de mudança para as capitais.

Um país continental unido por redes

Quando se trata de pesquisa e desenvolvimento de ponta, o salto ocorre pela Rede de e-Ciência, que fornecerá acesso de alta capacidade, com conexões dedicadas (exclusivas) e integração. Serão 12 instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) conectadas pela rede.

A implementação mais adiantada é a do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) que tem previsão de entrega pela RNP em junho de 2026, tornando-se a primeira apta a operar na Rede e-Ciência. A iniciativa atende qualquer aplicação que necessite da transmissão de volumes maciços de dados — como pesquisas em genética, botânica e meteorologia —, além de permitir o acesso remoto a supercomputadores.

A expansão de tecnologia altera a rotina da população brasileira. Em escolas e postos de atendimento a comunidades indígenas e ribeirinhas, a chegada de banda larga as retira do isolamento geográfico. A telemedicina, por exemplo, é um dos serviços beneficiados pelas infovias estaduais, que ampliam a capacidade e a estabilidade da conexão nesses territórios de difícil acesso.

Parte central da estratégia opera por meio do Programa Conecta, do MCTI. Com repasse de R$ 629,7 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a iniciativa tem ações em execução em todas as regiões do País.

Norte

No Norte, o avanço tecnológico ocorre de forma paralela pelo Programa Norte Conectado, que tem escopo e recursos distintos do Programa Conecta. O marco da operação foi a Infovia 00. Após o lançamento de cabos pelo leito dos rios, o Governo do Brasil ativou a rota de 770 quilômetros entre Macapá (AP) e Santarém (PA), em 2023. O Norte Conectado é responsável também pelas Infovias 01, 02, 03 e 04. Elas conectam respectivamente Santarém a Manaus (conectando a Universidade Federal do Oeste do Pará); Tefé (AM) a Atalaia do Norte (AM), no extremo oeste do estado; Macapá (AP) a Belém (PA); e Boa Vista (RR) à Vila de Moura (AM).

Nordeste

No Nordeste, a infraestrutura avança no semiárido e no litoral, com recursos do Programa Conecta, com obras ainda em andamento. A Infovia Potiguar, que atenderá municípios como Caicó e Angicos, no Rio Grande do Norte (RN), tem prazo de conclusão previsto para dezembro de 2026. Já o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) foi alcançado pelo cabeamento viabilizado pelo Programa Norte Conectado. A conexão permite a atualização das operações de solo e dá suporte de rede em pesquisas aeroespaciais.

Centro-Oeste

A rede no Centro-Oeste tem a função de escoar a pesquisa e fortalecer o gerenciamento no Distrito Federal (DF), onde operam o Centro de Operações de Segurança (SOC Nacional) e o Centro Nacional de Dados (CND-DF), além do próprio MCTI.

O Programa Conecta atua por meio de uma infovia estadual em execução em Mato Grosso (MT). Em Mato Grosso do Sul (MS), a estrutura conta com um enlace da infovia nacional. A ampliação das rotas assegura que instituições de pesquisa, como a Universidade Federal de Goiás (UFG), façam simulações de dados em equiparação a polos do litoral sudeste.

Sudeste

Sob a premissa de integração nacional do Programa Conecta, a expansão da rede no Sudeste viabiliza a vazão do volume de dados de pesquisa. Em Minas Gerais (MG), polos de inovação em cidades do interior conectam-se com Belo Horizonte em tempo real. Em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ), a ampliação garantirá que universidades enviem dados de modelagem de clima para o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

Sul

Na região Sul, parte das redes foram instaladas com sucesso desde 2024. A operação conduzida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) reforça o objetivo de integração nacional. A entrega alcançará setores importantes da economia, garantindo que centros de pesquisa em agricultura no interior do Rio Grande do Sul (RS), Paraná (PR) e Santa Catarina (SC) acessem bancos de dados em nuvem. O avanço das rotas busca concluir o desenho da atual malha da RNP e interligar o tráfego de pesquisa de forma simultânea no mapa brasileiro.

Fonte: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2026/05/mcti-expande-infovias-para-interligar-180-mil-pesquisadores-no-brasil

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