Pesquisar

GDPR Compliance

We use cookies to ensure you get the best experience on our website. By continuing to use our site, you accept our use of cookies, Privacy Policy, and Terms of Service.

DUBBOX

Atos reforçam impasse na Coreia do Sul sobre prisão de Yoon

"ProtestoGrupos de manifestantes pró e contra Yoon reuniram-se nas proximidades da residência do presidente deposto, em meio a frio intenso. Prazo para cumprir mandado de prisão contra o líder sul-coreano se aproxima do fim.Apesar do frio e da neve, manifestantes saíram às ruas de Seul, capital da Coreia do Sul, neste domingo (05/01), para se manifestar tanto a favor como contra a prisão do presidente destituído Yoon Suk Yeol.

O mandado de prisão contra Yoon, emitido devido à sua recusa em depor em uma investigação que apura sua decisão de decretar lei marcial em dezembro, deve expirar à meia-noite de segunda-feira.

Na sexta-feira, funcionários da agência anti-corrupção que lidera a investigação e policiais tentaram prender Yoon em sua residência, mas foram impedidos por militares sul-coreanos e membros da segurança presidencial. Após cinco horas, os funcionários da agência se retiraram para avaliar o próximo passo, mas à medida em que o prazo para o mandado de prisão se aproxima do final, outro impasse parece iminente.

Protestos contra Yoon

Centenas de manifestantes se reuniram na noite de sábado e no domingo perto da residência de Yoon, enquanto a temperatura mínima chegou a 5 graus Celsius negativos. Eles pediram sua destituição e prisão e apoiaram os esforços das autoridades para detê-lo.

“Temos que restabelecer os fundamentos de nossa sociedade punindo o presidente que renegou a Constituição”, disse Yang Kyung-soo, líder da Confederação Coreana de Sindicatos, um importante grupo trabalhista que participou dos protestos. “Devemos derrubar o criminoso Yoon Suk Yeol e prendê-lo e detê-lo o mais rápido possível.”

Não havia indicação de que os agentes anticorrupção e a polícia estivessem enviando agentes de volta à residência de Yoon novamente neste domingo.

Mas, durante o fim de semana, funcionários da equipe de segurança presidencial foram vistos se preparando para outra tentativa de prisão, colocando arames farpados perto do portão e ao longo da colina que leva à residência.

Manifestações pró-Yoon

Não muito distante dos protestos contra Yoon, grupos de apoiadores seguravam cartazes com os dizeres “Lutaremos pelo Presidente Yoon Suk Yeol”.

Outros cartazes traziam a frase “Stop the Steal” (Pare o roubo) – popularizada pelos apoiadores do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, depois que ele perdeu a eleição de 2020 para Joe Biden.

Eles criticaram o processo de impeachment contra Yoon e se comprometeram a bloquear quaisquer esforços para detê-lo.

Queda de braço entre forças de segurança

Enquanto isso, autoridades de ambos os lados tentam usar meios legais para constranger seus oponentes.

O Escritório de Investigação de Corrupção para Funcionários de Alto Escalão, que lidera a investigação criminal contra Yoon, pediu ao presidente interino Choi Sang-mok que ordenasse ao serviço de segurança presidencial que cumprisse o mandado de prisão. Choi não se manifestou a respeito.

Já funcionários do serviço de segurança presidencial ignoraram no sábado as convocações da polícia, que planejava interrogá-los sobre a recusa em permitir a prisão de Yoon na sexta-feira.

A própria agência anticorrupção considera “praticamente impossível” cumprir o mandado enquanto Yoon estiver na residência oficial.

O que está em jogo

Em 3 de dezembro, Yoon declarou uma lei marcial que restringia liberdades políticas e concedia poder aos militares, suspensa por ele seis horas depois após a Assembleia Nacional aprovar uma resolução exigindo o fim da medida.

Yoon decretou a lei marcial em um discurso televisionado sem aviso prévio, dizendo que o objetivo era eliminar “elementos antiestatais”, mas os legisladores correram para a Assembleia Nacional para votar contra a lei. Ao mesmo tempo, tropas fortemente armadas invadiram o prédio, escalando cercas, quebrando janelas e aterrissando de helicóptero.

Ele foi destituído do cargo pela Assembleia Nacional em 14 de dezembro, mas seu afastamento definitivo depende de uma decisão da Corte Constitucional sobre o processo de impeachment.

Yoon afirma que sua iniciativa foi um ato legítimo de governança e um aviso ao Partido Democrático, principal força da oposição que vinha usando sua maioria legislativa para travar o Orçamento e derrubar medidas de sua gestão.

Ele enfrenta acusações criminais de insurreição, que podem resultar até em prisão perpétua ou pena de morte. O mandado de prisão foi emitido após ele não se apresentar pela terceira vez para ser interrogado.

Os advogados de Yoon contestaram os mandados de detenção e busca, baseando-se em uma lei que protege locais que possam ter segredos militares contra buscas sem o consentimento da pessoa responsável – nesse caso, Yoon. Eles também argumentam que os oficiais anticorrupção não teriam autoridade para investigar as acusações contra Yoon.

Fonte: ISTOÉ

Prev Article
Ucrânia faz contra-ataque na região russa de Kursk
Next Article
Chile, Bolívia e Equador terão eleições presidenciais este ano

Postagens relacionadas: