A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) oferece empréstimo gratuito de livros para moradores do Distrito Federal e do Entorno. O serviço permite retirar até cinco exemplares por 30 dias. Apenas nos três primeiros meses deste ano, mais de 9 mil itens foram emprestados; em 2025, o total ultrapassou 31 mil empréstimos.
“Sempre que você derruba barreiras que impedem o acesso ao livro, você estimula o hábito de ler”
A gerente de Atendimento da BNB, Aline Lima, lembra que, nos últimos anos, a instituição tem investido em ampliar a visibilidade, um esforço que já se reflete no aumento da demanda pelos serviços.
Aline também ressalta que a ampliação do acesso, que alcança não só o DF, mas também regiões de Goiás e Minas Gerais, contribui para democratizar a informação e incentivar a leitura. “Sempre que você derruba barreiras que impedem o acesso ao livro, você estimula o hábito de ler”, afirma.
Hoje, apenas uma pequena parcela do acervo não está disponível para empréstimo. É o caso das obras de referência, destinadas a consulta rápida e que, por padrão, não saem das bibliotecas em nenhum lugar do mundo. Além disso, a BNB mantém uma coleção de obras raras, cujo acesso se dá apenas mediante solicitação, principalmente por pesquisadores, devido à raridade dos exemplares e à dificuldade de reposição.
Acervo
11.178
A biblioteca reúne atualmente mais de 67,3 mil exemplares, distribuídos em mais 45,7 títulos, e conta com 19 mil leitores cadastrados no serviço de empréstimo. O público é diversificado, com maior concentração entre pessoas de 26 a 50 anos, que somam 11.178 usuários, seguido por leitores de até 25 anos, com 5.613, de 51 a 76 anos, com 1.792, e acima de 77 anos, com 86.
Quem faz parte desse cenário é Sandro Pires, de 31 anos, que cultiva o hábito da leitura desde a infância e é frequentador da BNB. Para ele, o sistema de empréstimo é um dos grandes atrativos. “Acho muito bom, porque você pode renovar até duas vezes pela internet; isso amplia o prazo e tira aquela pressão de ter que ler em 30 dias”, afirma. “A leitura é subjetiva, cada livro exige um ritmo diferente”.
“A BNB é uma joia escondida. Muita gente não percebe que, ali ao lado da Rodoviária, no centro de Brasília, existe uma biblioteca tão incrível”
Sandro costuma retirar até cinco obras por vez e destaca a praticidade do serviço, especialmente pela possibilidade de renovação online, desde que não haja reserva. Na avaliação dele, o acesso é simples e democrático. “É um serviço muito acessível e orgânico, não tem pressão, flui bem”, relata.
Apaixonado por bibliotecas públicas, ele enfatiza o papel social desses espaços: “Sempre gostei de biblioteca, porque ela acolhe, oferece um ambiente seguro e vai além dos livros. É um lugar para estudar, participar de atividades e conviver”. Sobre a BNB, ele acredita que ainda falta visibilidade: “É uma joia escondida. Muita gente não percebe que, ali ao lado da Rodoviária, no centro de Brasília, existe uma biblioteca tão incrível”.
Como se cadastrar
A BNB também oferece facilidades digitais: por meio do , o usuário pode pesquisar a disponibilidade de títulos antes de sair de casa e, se precisar de mais tempo para concluir a leitura, renovar o prazo de forma rápida e prática, sem precisar se deslocar até o prédio.
Em caso de atraso na devolução, não há cobrança de multa financeira; o usuário fica temporariamente impedido de fazer novos empréstimos pelo mesmo número de dias de atraso, e a biblioteca entra em contato por e-mail para avisar sobre a pendência.

