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Goiás adere a programa federal de adaptação a mudanças climáticas

O Governo de Goiás aderiu ao AdaptaCidades, iniciativa do governo federal que visa fortalecer as políticas de adaptação e resiliência climática a partir da integração do poder público em nível nacional e local.

A manifestação de interesse foi assinada por representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em Brasília.

O objetivo do programa é apoiar estados e municípios com recursos técnicos e financeiros para o desenvolvimento de estratégias e planos locais e regionais de adaptação à mudança do clima. A meta é fazer com que cidades estejam mais protegidas contra enchentes, secas, deslizamentos de terra e outras consequências das mudanças do clima.

O AdaptaCidades vai viabilizar a contratação de mobilizadores e facilitadores para engajamento e suporte técnico, realização de oficinas e mentorias para gestores estaduais e municipais, produção e distribuição de materiais técnicos e ferramentas, além de auxiliar nos custos logísticos para atendimento regional e operacionalização das atividades.

Neste primeiro momento, Goiás e os outros estados que aderiram ao programa deverão indicar dez municípios prioritários com alto índice de risco climático. Também poderão se beneficiar consórcios intermunicipais e associações de municípios em caráter excepcional e por indicação dos estados.

A líder da área de adaptação climática da Gecli da Semad, Natália Brito, afirma que a adesão ao programa federal deve impulsionar o Goiás Resiliente, programa estadual lançado em junho de 2024, que também tem o objetivo de melhorar a resposta do governo e dos municípios aos eventos decorrentes das mudanças do clima.

“A ideia e a intenção dos programas são bem similares e convergentes. Como o Governo Federal vai fornecer uma plataforma de capacitação com cursos, isso facilita o alcance do Goiás Resiliente para mais municípios. A partir dessa ferramenta que o Governo Federal vai disponibilizar, a gente consegue replicar e alcançar mais municípios e capacitá-los nesse sentido”, explica Brito.

Em 2021, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mapeou 67 municípios do Centro-Oeste que correm risco de sofrer danos ou perdas devido a processos geológicos. Desses, 40 municípios têm áreas classificadas como de risco alto ou muito alto, onde vivem 42.367 pessoas.

No estado de Goiás, entre 1991 e 2022, ocorreram 311 desastres, resultando em 9 mortes, 14,2 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas, e 8,08 milhões de pessoas afetadas. Os prejuízos chegaram a cerca de R$ 789,45 milhões em danos e R$ 1,53 bilhão em perdas, segundo o Atlas Digital de Desastres no Brasil.

Conforme esse levantamento, entre os municípios mais vulneráveis estão Nova GamaMorrinhos, Aparecida de Goiânia, Cavalcante, Goiás, Goiânia, Luziânia, Trindade, Pirenópolis, Planaltina, Jataí e Nova Roma.

Fonte: Agência Cora Coralina

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