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Israel volta a atacar hospitais em Gaza após breve cessar-fogo

Depois de um breve cessar-fogo para garantir a libertação de um refém israelense-americano, as forças israelenses atacaram hospitais e áreas próximas a Gaza, matando dezenas de pessoas. No fim dessa terça-feira (13), Israel determinou a evacuação de vários locais do norte da Faixa de Gaza, anunciando ataques iminentes depois de disparos de mísseis a partir dessa região.

Os ataques israelenses das últimas horas, que ocorreram após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter anunciado que o Exército ia entrar “com força total” em Gaza, mataram pelo menos 28 pessoas.

Após breve pausa nos confrontos para a libertação do refém Edan Alexander, de 21 anos, o Exército israelense voltou a lançar bombardeios, atingindo dois hospitais em Khan Younis. De acordo com as autoridades de Israel, as unidades abrigavam “um centro de comando e controle” do Hamas.

O alvo seria, segundo a imprensa local, Mohammed Sinwar, líder do movimento islâmico palestino e irmão do ex-líder do grupo, Yahya Sinwar, morto em outubro numa operação militar. O Hamas, contudo, nega utilizar hospitais e propriedades civis para fins militares.

“Todos os que estavam no Hospital Europeu corriam com medo. Alguns de muletas, outros a gritar pelos filhos, enquanto outros eram arrastados em camas”, relatou Amro Tabash, repórter fotográfico local, à AFP.

Outro ataque que atingiu o Hospital Nasser, em Gaza, tinha como alvo “terroristas significativos do Hamas”, entre eles o conhecido jornalista palestino Hassan Aslih. Israel acusou Aslih de participar dos ataques de 7 de outubro de 2023, tendo documentado e divulgado imagens de “raptos, incêndios criminosos e assassinatos” durante a incursão liderada pelo Hamas em Israel. Os militares israelenses ordenaram, na última noite, a evacuação de vários locais do norte da Faixa de Gaza, anunciando ataques iminentes depois de disparos de mísseis. 

“Este é o último aviso antes do ataque! [O Exército] vai atingir com toda a força a zona de onde foram disparados os mísseis”, escreveu em árabe o porta-voz dos militares israelenses, nas redes sociais. “Para sua segurança, devem ir imediatamente para os abrigos conhecidos na cidade de Gaza”.

O Exército israelense anunciou que tinha interceptado dois  disparados da Faixa de Gaza e que um terceiro tinha caído numa zona desabitada. Disparos raros depois de Israel ter retomado a ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Por sua vez, o braço armado da Jihad Islâmica confirmou que havia lançado mísseis contra vários locais no sul de Israel, pouco depois de os militares israelenses terem anunciado a interceptção de dois dos três disparos.

A libertação do refém Edan Alexander permitiu uma breve pausa nos combates na segunda-feira (12). Mas os ataques foram retomados.

“Nos próximos dias, entraremos com força total para concluir a operação”, disse Netanyahu em comunicado divulgado ontem.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense afirmou que a operação militar em Gaza só seria considerada completa quando o Hamas fosse destruído.

“Não haverá nenhuma situação em que paremos a guerra”, disse Netanyahu. “Um cessar-fogo temporário pode acontecer, mas iremos até o fim”.

Fonte: Agência Brasil

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