Pesquisar

GDPR Compliance

We use cookies to ensure you get the best experience on our website. By continuing to use our site, you accept our use of cookies, Privacy Policy, and Terms of Service.

DUBBOX

Licença-paternidade: grupos fazem passeata no DF e nos estados por mais tempo com recém-nascidos

Pais e famílias do Distrito Federal e em pelo menos mais dois estados organizam passeatas, marcadas para este sábado (9), para pedir mais tempo com os filhos recém-nascidos.

A Coalizão Licença-Paternidade (Copai), que organiza os atos, quer que o poder público atualize a legislação brasileira – que, atualmente, prevê apenas cinco dias corridos para a licença-paternidade.

A regra é a mesma desde que a Constituição brasileira foi promulgada em 1988. Nas empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã, a licença pode ir até 20 dias.

O prazo ainda fica longe dos quatro meses (às vezes, prorrogados para seis meses) concedidos à mãe – que, com isso, acaba tendo que concentrar a maior parte da atenção ao bebê.

A “Passeata do Pai Presente” defende um mínimo de 30 dias de afastamento do trabalho para os pais – e 60 dias como um “número ideal”.

O grupo diz que a atualização da lei é benéfica para toda a família e para a economia do país. E aponta que, em comparação a outros países, o Brasil está atrasado.

Cofundador da Copai, Odilon Schwerz cita como exemplo a Espanha, que equiparou a licença dos pais às 16 semanas garantidas às mães.

Em um livro sobre o assunto, Schwerz destaca que a diferença entre pais e mães no Brasil penaliza as mulheres que estão no mercado de trabalho e reduz o envolvimento paterno com os filhos.

“Como os homens se ressignificam, e quando os homens são cuidadores, a próxima geração passa a ser cuidadora também (…) O menino já se vê no papel de cuidador, e a menina vai buscar um parceiro que também seja cuidador”, afirma.

Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a demora na atualização das regras – e definiu prazo de 18 meses para que o Congresso aprovasse uma nova lei tratando da licença-paternidade.

O prazo terminou no começo de julho, sem grandes avanços, como mostrou reportagem do g1.

No dia seguinte, a Câmara aprovou urgência para um projeto que já passou no Senado e eleva a licença de 5 para 15 dias corridos – um avanço, mas ainda abaixo da demanda dos movimentos sociais.

Com a urgência, o texto pode ser votado diretamente em plenário, sem passar nas comissões. Até este sábado (8), a votação ainda não tinha sido marcada.

Confira abaixo a linha do tempo dessa discussão no governo:

Veja abaixo alguns dos argumentos apresentados para a necessidade de ampliação na licença-paternidade:

Fonte: G1 DF

Prev Article
Professora do DF cria projeto de biblioteca itinerante em escolas públicas; veja onde pegar livros gratuitamente
Next Article
Audiência sobre o Plano de Intervenção Urbana do Guará será dia 8 de setembro

Postagens relacionadas: