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Preço do aluguel de imóveis sobe 8% no DF, acima do índice nacional; entidade vê famílias desistindo de comprar

O Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF) informou que o valor médio do aluguel subiu 8,13% nos últimos 12 meses até outubro de 2025.

O percentual supera o acumulado do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) dos últimos 12 meses até outubro deste ano, que ficou em 0,92%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IGP-M é considerado “a inflação dos aluguéis”.

Para o Secovi, alguns fatores explicam a alta no DF acima do índice nacional. Entre eles, a taxa Selic elevada, o que encarece os financiamentos e faz as famílias considerarem o aluguel uma opção mais vantajosa.

“Infelizmente, a taxa de juros escorchante aplicada no Brasil hoje, a Selic, impacta diretamente o custo do financiamento imobiliário. Com isso, não tem outro caminho a não ser buscar a locação”, afirmou à TV Globo Ovídio Maia, presidente do Secovi-DF.

“O financiamento distancia o bolso do cidadão, das pessoas assalariadas, comprometendo muito a renda e o salário que as pessoas têm. Então, infelizmente, [por causa da] lei da oferta e da procura tem essa elevação”, completou.

O representante comercial Marco Antônio Theodoro, que vive de aluguel em um apartamento na quadra 404 Sul, informou que gasta mais da metade do salário para conseguir pagar – o que pesa no bolso dele.

“Às vezes, a gente passa até um pouco mais apertado para conseguir manter o padrão. Eu moro num apartamento de 30 m² e pago R$ 3.025 só de aluguel, fora condomínio e IPTU”, afirmou.

Sócio de uma empresa que conta atualmente com 23 corretores de imóveis, o empresário Bruno Soares afirma que o aumento no preço dos aluguéis não impactou a atividade da corretora.

Isso porque, diz ele, o mercado está “aquecido” e “absorve” os imóveis da mesma maneira.

Ele acrescenta que, principalmente nos bairros mais próximos da região central do Plano Piloto, como Asa Sul e Asa Norte, os apartamentos para locação têm ficado pouco tempo disponíveis no mercado.

“Eu posso afirmar por experiência própria que o mercado de locação está aquecido. Preços dentro da realidade, bem avaliados, não ficam no mercado de jeito nenhum, especialmente em regiões mais centrais, onde a demanda é muito alta, e a oferta, baixíssima”, afirmou.

Fonte: G1 DF

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