Milhões de estudantes de todo o Brasil a partir do 6º ano do ensino fundamental participam nesta terça-feira (9) das provas da primeira fase da 21ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A competição é organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social vinculada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), com o objetivo de incentivar o estudo da matéria e revelar talentos.
As provas serão aplicadas nas próprias escolas. Nesta edição, os alunos concorrem a 8.450 medalhas nacionais (650 de ouro, 1.950 de prata e 5.850 de bronze). Os premiados também são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que incentiva o desenvolvimento acadêmico e oferece uma bolsa de R$ 300 mensais aos estudantes de escolas públicas que participem da iniciativa. O valor é pago pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
- Foto: Arquivo Pessoal
Davi Oliveira, de 14 anos, mora em Guarulhos (SP) e participou do PIC em 2025, depois que ganhou uma medalha de bronze na Obmep. Ele começou a competir nas olimpíadas do conhecimento aos 12 anos. Até aqui, ele já foi premiado com duas medalhas da Obmep, uma da Olimpíada Nacional de Nanotecnologia (Onano) e uma da Olimpíada de Matemática de São Paulo. Os bons resultados trouxeram oportunidades ao estudante.
“Quando comecei a participar das olimpíadas, eu não imaginava que isso poderia me trazer tantas oportunidades. Eu gosto de matemática porque ela me desafia a pensar de formas diferentes. Meu sonho é entrar no ITA [Instituto Tecnológico de Astronáutica] e trabalhar com engenharia aeroespacial, porque sempre gostei muito de aviões, foguetes e tudo que envolve o espaço”, relata o estudante do 9º ano do ensino fundamental.
A mãe dele, Mayara Regina Oliveira, relata que o garoto sempre foi muito curioso e que a matemática veio naturalmente como uma forma de incentivar o raciocínio. Dentro da família, o estudo é estimulado como uma forma de superar dificuldades e alcançar os próprios sonhos.
“Vale a pena motivar a curiosidade dos filhos, apoiar seus interesses e procurar conhecer as oportunidades disponíveis. Uma simples inscrição em uma olimpíada pode ser o primeiro passo para transformar uma trajetória inteira. A história do Davi mostra que grandes sonhos podem nascer dentro de casa”, pontua ela.
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