Moradoras da Cidade Estrutural tiveram acesso, neste sábado (13), a uma ação integrada de saúde promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, que segue ao longo deste final de semana, reúne diversos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), no estacionamento da UBS 1 da região, para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e aos cuidados preventivos. O destaque foi a disponibilização do método contraceptivo de longa duração Implanon, voltado a mulheres de 14 a 49 anos de idade.
12 mil
Durante o evento, a governadora Celina Leão ressaltou a importância do serviço para facilitar o planejamento familiar, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. “O Implanon é um sucesso”, lembrou.
“Existe muita demanda, e hoje o ministro já anunciou que vai nos doar mais 12 mil unidades”, prosseguiu a chefe do Executivo. É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa.”
O secretário da Saúde, Juracy Lacerda, enfatizou que a iniciativa integra os esforços do GDF para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde e fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde em diferentes regiões administrativas: “Essa ação perpassa uma iniciativa de saúde simples, pois está trazendo dignidade, autonomia e fortalecimento para muitas mulheres. A população da Estrutural tem o maior índice de gravidez na adolescência, e temos um público muito jovem, então é uma certeza que a ação hoje desenvolvida vai refletir bons números para a população”.
Dignidade e independência
Mãe desde cedo, a designer de sobrancelhas Geovanna Marinho buscava um método contraceptivo de longa duração para dar continuidade ao planejamento familiar. Como o custo do Implanon na rede privada lhe seria um obstáculo, ela comemorou a oportunidade de poder se submeter ao procedimento de graça pelo SUS.
“Eu engravidei com 16 anos e tive trauma da minha gravidez”, relatou. “Eu me esquecia da injeção todo mês, então isso aqui é o melhor para mim. O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos.”
“Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres”
Além da oferta do método contraceptivo, a população teve acesso a atendimentos e orientações em saúde. A operadora de caixa Kaethlen Mayara Rodrigues foi uma das mulheres que aproveitaram todos os serviços no local.
“Eu achei muito legal porque faltava isso aqui na nossa cidade”, elogiou. “Além do Implanon, também fiz testes, tomei vacina e vou passar pelo dentista. Ter tudo isso perto da nossa casa ajuda muito quem precisa e nem sempre consegue se deslocar para outros lugares.”
Método eficaz
A rede pública de saúde do DF começou a utilizar o novo método contraceptivo no início deste ano. Foram quase 15,5 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF. De janeiro a maio de 2026, foram inseridos 6,6 mil desses implantes subdérmicos.
Assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês).
“Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O dispositivo protege pelo menos durante três anos para o risco da gravidez, ou seja, garante o planejamento familiar e a prevenção da gravidez durante três anos. É um método muito importante, sobretudo para as mulheres mais jovens. Graças a essa decisão de incorporar ao SUS, agora a mulher pode implantar e ficar três anos segura”.
População elegível
Toda a população em idade fértil tem acesso aos métodos contraceptivos a partir dos atendimentos nas unidades básicas de saúde (UBSs). A Secretaria de Saúde Federal (SES-DF) oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. Apenas os preservativos proporcionam proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

