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Cartão Vermelho para o Racismo: Campanha marca presença no clássico Vasco x Botafogo, neste sábado (12)

Brasília será palco de mais uma mobilização contra o racismo no esporte. A Arena BRB Mané Garrincha recebe neste sábado (12), às 18h30, o clássico entre Vasco e Botafogo, válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro – a partida marcará o retorno da campanha Cartão Vermelho para o Racismo, uma iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Sob o lema “Não é só falta grave. É cartão vermelho para o racismo”, a campanha incentiva torcedores, jogadores e autoridades a se unirem em um ato simbólico de combate à discriminação racial. Antes do início da partida, os atletas de ambos os clubes entrarão em campo com uma faixa da campanha, enquanto o público será convidado a levantar cartões vermelhos – que serão distribuídos gratuitamente na entrada do estádio – em um gesto coletivo de repúdio ao racismo.

Para a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, o futebol tem um poder simbólico essencial para engajar a sociedade em causas urgentes. “Escolher um clássico para essa ação é estratégico. O futebol é a grande paixão do Brasil e deve ser um espaço de respeito, inclusão e transformação social”, afirmou.

A escolha da data reforça ainda o caráter histórico da ação: o jogo ocorre poucos dias após 3 de julho, data que marca os 74 anos da aprovação da Lei Afonso Arinos, o primeiro marco legal brasileiro contra a discriminação racial. A campanha lembra que a luta contra o racismo exige vigilância permanente e ações concretas em todos os espaços da sociedade.

Formação cidadã e letramento racial

Além das manifestações públicas nos estádios, a campanha aposta na formação continuada como caminho para combater o racismo estrutural de forma efetiva. Uma das principais frentes da iniciativa é a plataforma online de letramento racial, voltada para a capacitação de jogadores, comissões técnicas, árbitros, dirigentes, promotores e demais profissionais ligados ao futebol.

“Não basta repudiar o racismo de forma simbólica. É preciso compreender suas raízes históricas e como ele se manifesta de forma estrutural na sociedade. Por isso, o letramento racial é uma ferramenta essencial para promover uma mudança real e duradoura no futebol e em outros espaços”, destaca o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Sejus-DF, Juvenal Araújo.

A campanha Cartão Vermelho para o Racismo integra a Política Distrital de Prevenção e Combate ao Racismo nos Estádios, instituída pela Lei nº 7.284/2023 (conhecida como Lei Vinícius Júnior), sancionada pelo Governo do Distrito Federal. A proposta é ampliar a conscientização e o engajamento de torcedores, atletas e instituições na promoção de ambientes esportivos mais justos e inclusivos.

Desde maio, a campanha já esteve presente em três jogos promovidos pela CBF no Mané Garrincha: Vasco x Palmeiras (4/5), Aparecidense x Fluminense (11/5) e Capital x Botafogo (17/5), todos com apoio da Federação Brasiliense de Futebol (FBF). Em cada partida, a ação com faixas no campo e a distribuição dos cartões vermelhos mobilizou atletas e torcedores para a causa.

A iniciativa também se estendeu às finais do Campeonato Candango Sub-11 e Sub-13, promovendo atividades educativas com crianças e adolescentes das categorias de base, em parceria com a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF). No dia 21 de junho, a campanha ultrapassou as fronteiras do DF e chegou ao Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, durante o clássico Remo x Paysandu, válido pela Série B do Campeonato Brasileiro.

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

Fonte: Agência Brasília

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