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Incêndios florestais deixam 17 mil pessoas deslocadas no Canadá

Mais de 17 mil pessoas foram retiradas de casa nesta sexta-feira (30) em Manitoba, no centro do Canadá, enquanto a província vive um dos piores inícios de época de incêndios florestais, informaram as autoridades locais.

Com o aquecimento global, o Canadá é cada vez mais afetado por eventos climáticos extremos, incluindo incêndios de grande escala. O país viveu sua pior época de incêndios florestais em 2023.

“Esta é a maior operação de evacuação em Manitoba nos últimos tempos”, anunciou o primeiro-ministro da província, Wab Kinew, em entrevista coletiva, declarando estado de emergência em toda a região.

Os aviões militares deverão enviar recursos “em breve” para ajudar a retirar os moradores das áreas mais remotas, detalhou Kinew.

O deslocamento de população também afetou a cidade de Flin Flon, onde 5 mil moradores residentes receberam ordens para se preparar para sair a qualquer momento, à medida que as chamas se aproximam da cidade.

Os moradores de várias outras cidades remotas e comunidades indígenas também receberam ordens de retirada.

A expectativa é que a maioria seja transferida para Winnipeg, a capital de Manitoba.

O Canadá tem atualmente 134 incêndios ativos em diversas províncias, incluindo Manitoba, mas também Ontário, Colúmbia Britânica, Alberta e Saskatchewan.

“Pela primeira vez, este não é apenas um incêndio numa região. Temos incêndios em todas as regiões. Isso é uma evidência das alterações climáticas, às quais teremos de nos adaptar”, alertou o primeiro-ministro.

Vinte e dois incêndios florestais estão ativos na província e quase 200 mil hectares de floresta foram afetados no último mês, o triplo da média anual da região.

“Manitoba teve a maior atividade de incêndios no Canadá até agora este ano”, frisou Kirstin Hayward, do Corpo de Bombeiros da província.

De acordo com as previsões das autoridades canadenses, a época de incêndios florestais poderá ser “acima do normal” no centro e oeste do país em junho e julho, e “muito acima da média” em agosto, principalmente devido à seca severa ou extrema que continua a afetar muitas áreas.

Fonte: Agência Brasil

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