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OMS alerta para impacto permanente da fome a toda uma geração em Gaza

As taxas de desnutrição estão aumentando em Gaza, os tratamentos de emergência para combatê-la estão se esgotando e a fome pode ter um impacto duradouro em “uma geração inteira”, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (13).

Israel bloqueou os suprimentos para o enclave desde o início de março, quando retomou sua devastadora campanha militar contra o Hamas, e um monitor global da fome alertou na segunda-feira (12) que meio milhão de pessoas enfrentam a fome.

O representante da OMS para o Território Palestino Ocupado, Rik Peeperkorn, disse ter visto crianças que pareciam anos mais jovens do que sua idade real e visitou um hospital no norte de Gaza, onde mais de 20% das crianças examinadas sofriam de desnutrição aguda.

“O que vemos é uma tendência crescente de desnutrição aguda generalizada”, declarou Peeperkorn em uma coletiva de imprensa virtual, a partir de Deir al-Balah, na região central do enclave. 

“Eu vi uma criança de cinco anos de idade e você diria que ela tinha dois anos e meio.”

“Sem alimentos nutritivos suficientes, água limpa e acesso à saúde, uma geração inteira será permanentemente afetada”, disse ele, alertando para o atraso no crescimento e o comprometimento do desenvolvimento cognitivo.

O chefe da agência de refugiados palestinos da ONU, Philippe Lazzarini, afirmou hoje à BBC que acha que Israel está negando alimentos e ajuda a civis como arma de guerra.

Israel tem culpado repetidamente o Hamas de causar fome ao roubar a ajuda destinada aos civis. O Hamas nega a alegação.

Israel está pressionando seu próprio plano apoiado pelos EUA para levar ajuda a Gaza, que, segundo ele, eliminará o Hamas e distribuirá ajuda diretamente do que chama de locais de distribuição neutros.

Nesta segunda-feira, a OMS criticou esse plano, em um comunicado, considerando-o “extremamente inadequado” para atender às necessidades imediatas da população.

Devido ao bloqueio, a OMS só tem estoques suficientes para tratar 500 crianças com desnutrição aguda, o que é apenas uma fração do que é necessário, disse Peeperkorn.

Cinquenta e cinco crianças já morreram de desnutrição aguda, segundo ele, citando dados do Ministério da Saúde de Gaza.

Peeperkorn afirmou ter visto muitas crianças em hospitais com doenças como gastroenterite e pneumonia que, devido à redução da imunidade ligada à fome, podem ser fatais.

“Normalmente, não se morre de fome. Você morre das doenças associadas a isso”, disse ele.

Fonte: Agência Brasil

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