O mês de março marcou o início de um período que preocupa muitos pais e responsáveis: a sazonalidade das infecções respiratórias virais. Tosses, corizas, dores de garganta, catarro, febre e diversos outros sintomas começam a aparecer com mais frequência nos lares, exigindo atenção redobrada com a prevenção e o cuidado.
Esse período não está associado a uma única doença, mas ao aumento das chamadas síndromes gripais (SGs). Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrio.
“É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação”
Nos casos mais graves, pode haver a evolução para a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que ocorre quando o paciente hospitalizado com SG apresenta agravamento, como dispneia (dificuldade de respirar), taquipneia (respiração rápida) e baixa saturação de oxigênio.
Sintomas
Camila Damasceno, médica e referência técnica distrital (RTD) de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), aponta os principais sintomas aos quais a pessoa deve ficar atenta para procurar um serviço de emergência: “Se tiver alguma dificuldade para respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado; se a pessoa estiver muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”.
A especialista orienta sobre o cuidado com as altas temperaturas do corpo: “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação”. Sintomas como convulsões ou confusão mental também são sinais de alerta.
“Em caso de sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o tratamento”, reforça a médica. “Na presença de sinais de gravidade, a pessoa deve procurar o serviço de emergência, como uma UPA ou pronto-socorro, principalmente nos períodos em que a UBS estiver fechada.”
Aumento
O crescimento dos casos entre março e julho se dá, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão.
Alguns vírus apresentam melhor sobrevivência em temperaturas mais baixas. Mudanças de temperatura e a menor exposição ao sol também podem afetar o sistema imunológico.
As faixas etárias mais suscetíveis à evolução para formas graves de infecções respiratórias agudas incluem crianças menores de cinco anos e idosos, devido à imaturidade ou declínio da resposta imunológica.
Prevenção e cuidados
A vacinação segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes.
Hábitos cotidianos também são fundamentais para reduzir a transmissão, como higienizar as mãos, dar preferência a ambientes naturalmente ventilados, isolar-se em casos suspeitos, manter o ambiente limpo e evitar aglomerações em locais fechados.
Veja, abaixo, as vacinas oferecidas na rede pública de saúde do Distrito Federal.
*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

