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Lavagem nasal: técnica é usada no combate a gripes e resfriados

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem uma rede de unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs) e de hospitais para atender aos pacientes. Porém, em casa já é possível tomar uma atitude que reduz o agravamento de gripes, além de ajudar até a evitar a doença. A lavagem nasal, prática com mais de cinco mil anos de história, é recomendada por sociedades médicas nacionais e internacionais como medida de higiene e tratamento das vias aéreas e pode ser realizada desde os primeiros dias de vida do bebê até por adultos e idosos.

“A lavagem nasal é uma das principais medidas para higienização e desobstrução das vias áreas superiores, evitando assim a proliferação e agravamento dos quadros respiratórios obstrutivos e auxiliando na recuperação de infecções de vias aéreas superiores como também de quadros alérgicos. Pode ser usada em quadro de rinites, infecções respiratórias de vias aéreas superiores e até sangramento nasal leve, neste último caso após orientação médica”, afirma a médica pediatra Juliana Queiroz, que é referência distrital em pediatria da SES-DF. 

A lavagem nasal contribui para a limpeza mecânica de muco, crostas e contaminantes do ar. Os primeiros registros da limpeza nasal vêm da milenar medicina Ayurveda, originária da Índia, e há referências ao procedimento também na cultura greco-romana. No século XIX, a prática passou a ser difundida na medicina ocidental e, desde então, nunca mais saiu de cena.

Como fazer?

A posição correta muda conforme a idade da criança, e esse detalhe faz toda a diferença. Em bebês até seis meses, a criança pode ser posicionada deitada de costas com a cabeceira elevada acima de 30 graus e a cabeça virada para o lado, irrigando a narina de cima. Outra opção é mantê-la sentada no colo do adulto, com a cabeça levemente inclinada para frente, enquanto o adulto estabiliza a mandíbula do bebê e apoia a própria bochecha na da criança para evitar movimentação.

Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição sentada no colo é a recomendada, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto. Em crianças maiores de dois anos, também é possível realizar a lavagem em pé, com o tronco projetado para frente e a cabeça rotacionada, sempre irrigando a narina que estiver para cima. Um truque útil é pedir à criança que abra a boca o que eleva o palato mole, fecha a nasofaringe e evita que a solução escoe para a boca.

Independentemente da faixa etária, o dispositivo deve sempre ser direcionado lateralmente à narina, evitando trauma no septo nasal. A pressão deve ser suave e contínua, nunca forçada, e o jato direcionado em ângulo de 45 graus para cima em relação ao plano do palato. O melhor momento para fazer a limpeza é antes das mamadas, antes de dormir ou após o banho, já que o vapor ajuda a fluidificar o muco e facilita o procedimento. Essas últimas regras também valem para a limpeza nasal de pessoas maiores.

A frequência de duas a três vezes ao dia é a mais comum nas recomendações clínicas. Os dispositivos utilizados, sejam seringas, sprays, jato contínuo ou frascos de alto volume, devem ser higienizados após cada uso e substituídos a cada três meses.

Água ou soro fisiológico?

A resposta é direta: soro fisiológico. A solução isotônica a 0,9% é a mais indicada para uso em crianças. A solução hipertônica, a 2% ou 3%, pode causar ardor e irritação da mucosa e apresenta maior frequência de efeitos adversos em comparação à isotônica. O soro industrializado, disponível em qualquer farmácia, é a opção mais prática. Para quem preferir preparar em casa, a orientação é dissolver nove gramas de cloreto de sódio, o popular sal de cozinha, em um litro de água filtrada e fervida. A solução deve ser mantida na geladeira após o preparo e nunca aplicada gelada. O ideal é usá-la em temperatura ambiente ou levemente aquecida.

Contraindicações

A lavagem nasal é segura, mas há situações em que ela não deve ser feita. Todas as contraindicações em crianças devem ser conversadas com profissionais de saúde. São consideradas contraindicações a suspeita de corpo estranho, disfagia com risco de aspiração, fissura palatina, defeitos da base do crânio e fraturas de face. Sangramentos ou feridas na região também pedem pausa imediata e consulta ao pediatra.

Fazer a lavagem em excesso também pode ser prejudicial, pois remove a camada de muco responsável pela adesão de partículas, comprometendo o transporte mucociliar. O ideal é manter a frequência máxima de três vezes ao dia, ou conforme a orientação de profissionais de saúde.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Fonte: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/w/lavagem-nasal-tecnica-e-usada-no-combate-a-gripes-e-resfriados

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