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Semad faz alerta após jovens ficarem presos por 8 horas em gruta de Paraúna

O acesso irregular à região da Serra da Portaria, em Paraúna, terminou com dois jovens presos por cerca de oito horas em uma gruta, no domingo (12/4). O resgate contou com a atuação da gestão do Parque Estadual de Paraúna (Pepa), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), e mobilizou também o Corpo de Bombeiros de Goiás.

Ao todo, quatro homens estavam no local. Enquanto dois jovens desceram até o interior da gruta e ficaram presos, os outros dois retornaram à cidade em busca de ajuda. Eles acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que comunicou o fato à prefeitura, dando início à mobilização para o resgate.

O coordenador do parque, Danilo Lessa Rezende, foi acionado no fim da tarde após a prefeitura ser informada sobre o caso.

“Por volta das 17 horas, recebi uma ligação do pessoal da prefeitura informando que havia um acidente na Serra da Portaria. Quando fui apurar, vi que, na verdade, eram duas pessoas presas dentro de um buraco, que tinham descido e não estavam conseguindo sair”, relatou.

Diante da urgência e da distância da equipe de resgate do Corpo de Bombeiros, o coordenador seguiu imediatamente para o local e utilizou um acesso alternativo conhecido pela equipe para alcançar os jovens.

“Eles desceram só na corda, na mão, achando que conseguiriam subir depois. Mas subir 18 metros no braço é impossível. Por isso ficaram presos lá dentro”, afirmou.

Segundo o coordenador, além da ausência de equipamentos adequados, a corda utilizada não era apropriada para a atividade, e os pontos de ancoragem estavam montados de forma incorreta, o que aumentava ainda mais o risco.

Apesar disso, ninguém ficou ferido. No período em que permaneceram presos, os jovens receberam água e alimentos dos outros integrantes do grupo, que usaram a própria corda para fazer o envio dos itens.

A área onde ocorreu o incidente está inserida em um conjunto de territórios com diferentes regras de uso. Parte da região integra o Parque Estadual de Paraúna, uma unidade de conservação de proteção integral, onde o acesso é restrito, enquanto outra parte está dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA), que permite a existência de propriedades privadas, mas com uso regulado.

De acordo com Danilo, o acesso à Serra da Portaria ocorre por áreas particulares. Na prática, isso significa que, mesmo fora dos limites mais restritivos do parque, a entrada e a realização de atividades na região não são livres e podem depender de autorização dos proprietários e da gestão ambiental.

O coordenador afirma que os visitantes acessaram a área sem autorização e realizaram uma descida improvisada em um paredão rochoso, sem equipamentos adequados e sem conhecimento técnico. Após descerem, não conseguiram retornar, ficando presos no interior da formação até serem retirados com segurança.

O caso acendeu um alerta para os riscos da visitação irregular em áreas naturais. Segundo o coordenador, a região onde ocorreu o incidente não está aberta ao turismo e apresenta alto grau de dificuldade, com trechos íngremes.

No caso registrado, além da entrada sem autorização, os visitantes também adotaram condutas inadequadas, como a realização de atividade de risco sem preparo e o uso de fogo em área protegida, prática proibida pela legislação ambiental.

A Semad reforça que atividades em ambientes naturais exigem planejamento, preparo físico e respeito às normas das unidades de conservação.

A orientação é que os visitantes busquem informações oficiais antes de acessar essas áreas, façam a contratação prévia de guias na região e evitem práticas que coloquem em risco a própria segurança e o meio ambiente.

Criado em 2002, o Parque Estadual de Paraúna tem como objetivo preservar formações geológicas únicas do Cerrado, como as serras das Galés e da Portaria, além de proteger a biodiversidade local.

O principal acesso ao parque é pela GO-411, pouco depois da saída da cidade. Após acessar a GO-411, a entrada da unidade de conservação, indicada por placas, fica a cerca de 30 quilômetros da cidade.

A unidade abriga atrativos conhecidos, como a Pedra do Cálice, símbolo do município, além de outras formações rochosas, como a Pedra da Tartaruga, do Índio e dos Três Magos.

Atualmente, a visitação pública é recomendada apenas em áreas específicas, como a Serra das Galés, onde o acesso é permitido durante o período diurno. Já a Serra da Portaria permanece sem estrutura para turismo e não possui trilhas abertas ao público, sendo autorizada a entrada apenas de pesquisadores.

Fonte: https://agencia.go.gov.br/semad-faz-alerta-apos-jovens-ficarem-presos-por-8-horas-em-gruta-de-parauna/

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