Pesquisar

GDPR Compliance

We use cookies to ensure you get the best experience on our website. By continuing to use our site, you accept our use of cookies, Privacy Policy, and Terms of Service.

DUBBOX

Testes com B20 e B25 avançam para etapa com ônibus em condições reais de circulação

Os estudos que avaliam o aumento da proporção de biodiesel misturado ao diesel avançaram para uma nova etapa. A Viação Única Fácil, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, recebeu 10 mil litros de B20 e 10 mil litros de B25 para testes com ônibus que serão acompanhados pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

As siglas indicam a quantidade de biodiesel presente no combustível. O B20 contém 20% de biodiesel e 80% de diesel de origem fóssil. No B25, a participação do biocombustível sobe para 25%. Os estudos buscam verificar se misturas com teores mais elevados podem ser utilizadas sem comprometer o desempenho e o funcionamento dos veículos.  

Com a chegada dos combustíveis à empresa de ônibus, os pesquisadores poderão acompanhar o comportamento das misturas durante a circulação dos veículos nas estradas. Entre os aspectos avaliados estão consumo, potência do motor, desempenho dos veículos e a eficiência e vida útil dos filtros de combustível.  

Preparação para os testes 

Antes do início do abastecimento, o INT preparou a estrutura necessária para evitar o contato das novas misturas com resíduos de combustíveis armazenados anteriormente. Entre as medidas adotadas, estão a limpeza dos tanques utilizados pela empresa e a substituição dos elementos filtrantes antes do recebimento de novas cargas, de modo a impedir que impurezas acumuladas comprometam os resultados. 

As misturas B20 e B25 usadas nos testes foram preparadas pela Vibra, distribuidora que tem licença para uso da marca Petrobras em sua rede de postos. A empresa ficou responsável, junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), pelo fornecimento dos combustíveis aos laboratórios que participam dos estudos.  

Os testes fazem parte do Plano de Avaliação da Viabilidade Técnica de misturas com teores superiores a 15% e de até 25% de biodiesel. A avaliação inclui análises de desempenho, emissões, durabilidade, estabilidade do combustível e compatibilidade com os materiais presentes nos veículos.  

Análises também avançam no laboratório 

Além do acompanhamento da frota, o INT recebeu em sua sede, no Rio de Janeiro, amostras de B15 e B20 destinadas aos testes físico-químicos. 

Nessa etapa, os pesquisadores avaliam como os combustíveis interagem com materiais, peças e componentes automotivos que ficam em contato direto com as misturas. O objetivo é identificar possíveis alterações e verificar se o aumento da quantidade de biodiesel pode afetar esses componentes ao longo do uso. 

As duas frentes de pesquisa se complementam. Enquanto os testes laboratoriais permitem observar de forma controlada a interação entre combustíveis e materiais, o acompanhamento dos ônibus mostra como as misturas se comportam no cotidiano de uma frota em circulação. 

O trabalho integra uma rede de pesquisa estruturada pelo MCTI e pelo MME e coordenada pelo Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Os resultados servirão de base técnica para avaliar a possibilidade de ampliar a participação do biodiesel no diesel utilizado no país.

Fonte: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/noticias-julho-outubro-2026/testes-com-b20-e-b25-avancam-para-etapa-com-onibus-em-condicoes-reais-de-circulacao

                                       Notícia Anterior
Pobreza na Argentina volta a subir e atinge 32,3% da população
                                       Próxima Notícia
Goiânia confirma MotoGP 2027 para abril e espera público de mais de 200 mil pessoas

Postagens relacionadas:

Baixe o App