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Sambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras na cultura

Direitos trabalhistas e previdenciários, mais financiamento e políticas públicas para as mulheres trabalhadoras da cultura são discutidos no 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, que começou na segunda-feira (22) e prossegue até amanhã (24), no Rio de Janeiro.

O evento é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) com sambistas históricos, novas vozes do gênero, pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o país, para elaborar propostas de políticas governamentais e leis para fomentar o setor.

O ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, disse que a legislação para os trabalhadores da cultura é um grande desafio que está sendo analisado na pasta.

“Estamos trabalhando nas lacunas que ainda não foram resolvidas para proteger os direitos trabalhistas. O Estado brasileiro demora a reconhecer as manifestações culturais. Muitas vezes, no passado, o Estado perseguiu essas manifestações, que, apesar disso, se tornaram em elemento de unidade nacional”, afirmou Tavares.

Segundo o ministro interino, o Brasil tem 5 milhões de pessoas que trabalham na área da cultura sendo que 70% desses trabalhadores são precarizados.

Ele acrescentou que as rodas de samba são importantes para a economia criativa, para a ocupação do espaço urbano, para a identidade nacional. “A gente precisa ter políticas públicas que possam abraçar toda a potência dessa manifestação”, afirmou Tavares.

A primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a necessidade de políticas de proteção social para as mulheres trabalhadoras da cultura, como, por exemplo, com quem deixar seus filhos quando trabalham à noite. Ela defendeu as creches noturnas para essas trabalhadoras.

A cantora e compositora Teresa Cristina destacou a importância dos direitos previdenciários, como a aposentadoria, para os trabalhadores da cultura. “Queria que grandes mestres não tivessem preocupação com sua aposentadoria. Nós devemos tratar nossos ídolos muito bem”.

O presidente da Rede de Rodas de Samba, Wanderso Luna, ressaltou que o samba fez o povo negro se reinventar depois de mais de três séculos de escravização.

“A roda de samba sempre foi um vetor de desenvolvimento territorial e econômico. Qualquer lugar que você chega no Brasil tem uma roda de samba. O samba é nosso soft power. O samba é a coisa mais forte que nosso povo criou para se reinventar”, disse.

Na avaliação dele, os participantes do evento devem pensar o samba como uma indústria forte, semelhante à têxtil ou automobilística. “Somos um segmento potente, mas precisamos de investimento do BNDES, da Caixa Econômica Federal. Como a gente consegue fazer com que o dinheiro chegue para fazermos uma política estruturante, com financiamento e orçamento, como acontece na Coreia do Sul?”, indagou.

Ele lembrou que as rodas de samba começaram há mais de um século no Rio de Janeiro na transição entre o Brasil Imperial e o início da República. À época, pessoas excluídas se reuniam para falar de suas dores e amores. “A roda de samba nasce como um ato político”, completou.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-06/direitos-das-mulheres-sao-debatidos-em-seminario-sobre-rodas-de-samba

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